A chuva ainda não tinha ido embora, o sol se aparecia ainda tímido, e as pessoas também timidamente se colocavam pra fora de casa, até então nada incomum, tudo como de costume, obedecendo o figurino. O cheiro de terra molhada do pós chuva perfumava a vizinhança, levando à cena a um bucolismo inebriante, o som dos passáros, o ladrar dos cães,o espreguiçar dos gatos e todo o clichê imposto pela situação...
O que não sabia esse reles mortal, é o motivo de tanto alvoroço, todos se esbofeteavam por um lugar ao Sol, ou à chuva, que ainda não havia cesado. Feito se estivessem em uma arquibancada, ou em um teatro (lotado)coisas do gênero. Eu em uma franciscana inocência não poderia entender, o pelo que estavam todos feito cantou Chico, como se vissem a banda passar cantando as coisas de amor... As esquinas do bairro que outrora se desdobravam anteriormente pra dar formas as ruas, hoje se desdobram porque vai parar de chover, e adivinhem só quem vai aparecer... adivinhem só
As ruas dispensariam os dias de primavera, se por força contratual ela aparecesse por aqui, o bairro nunca esteve tão bonito, pronto pro espetáculo, esperando o exagero colossal daquela beleza que faz doer as retinas de qualquer mortal(ainda que não doa). Não houve um ser vivo que não parasse pra ver o andar dela passarela à baixo, digo rua, rua à baixo, a marcha alegre que se espalhava na vizinhança insistiu, que até o dia que estava rabugento sorriu, pra ver ela passar, que como a banda ia cheia de graça a caminho do...
E a menina passou, agraciou, o mundo parou. E voltou a funcionar, e a burburinhar sobre aqueles poucos minutos que duraram dias no imaginário do menino encantado, que só fazia por se rir, e achar graça de toda aquela graça que tem a mocinha graciosa. Ah! ela faz todas as misses do mundo parecerem criaturas anêmicas irremediáveis... repetia o rapaz baixinho como se quisera que só ele mesmo ouvisse o comentário.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Sobre o alvoroço, a banda e o dobrar das esquinas!
Postado por Luiz Antonio L. T. às 08:31
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