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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sobre o país que não existe...

Me mareia* as vista daqui do interior falar deste Canto, que por hora se diz por aí localizado no Sul do Brasil, país amigo, contente, feliz que só. Charlando pelos 4 ventos que é no Oiapoque o norte Desta Terra, usa e não pede emprestado o Farol do Chuí pra cartão postal, Farol vistoso muito mais bonito que o Taimbé que ia ser de verdade o extremo sul do vossa república... História que conta os chasque Daqui, é que corria um ditado, que até a brasileirada veio correndo pro nosso lado...
Terra, que de mais Nativismo, que o brasileirismo do samba, turma paisana, que vive de tirar onda, contrário de’nóis, que canta mais milonga, SUB-tropical, é só na TV que se existe carnaval, e na confusão que se faz lá de fora, nas terras estrangeiras, que eles dizem barbaridade assim, chamam de brasileiras as nossas meninas de Erechim, . Derramara mais sangue de homem pra nos tomar a terra, que reconquistamos a custo de sangue de homem. Depois ainda proibiram nós de estirar nossas bandeiras.
O tempo nos ensinou, o povo que viveu ignorando a Fronteira é pacífico, quer bem por demais os nobres brasilianos, confesso ter raízes naquele lugar, meu pai é um estrangeiro nato, e digo mais, me considero quase que um deles, de tanto que me apetece o sambado do carioca, e o falado engraçado da mineirada, o gingado amazônico da baianada, e muito do que se passa naquela pátria amada. Somos todos gente de paz, vamos de uma vez deixar essa de bandeira pra trás.
Não basta pra ser forte, aguerrido e bravo pra se ser livre, então Brasil, liberte-se, deixe o nosso nacionalismo deixar de ser um bairrismo chato, pois queremos seguir sempre abraçados, de fronteira limpa, e poder encher os pulmões, inflar o orgulho, deixar escorrer lágrimas da nossa emoção ao ver nossa gente seguir cantando o verso mais formoso de todas as canções, que escrita fora por tintas da nossa terra ensolarada; Rumores de felicidade! Canções e flores pela estrada...






* apesar da vil semelhança, o texto não esta escrito em português.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sobre a Fantasia...

Qual a diferença entre uma terça-feira inerte de agosto e um dia dentro de um conto fantasista? Daqueles com bruxa, floresta encantada e castelo. Não se pode muito negar que a diferença é a interpretação. Exemplo. Quem não tem um fiel escudeiro como Sancho? Seja ele imaginário ou aquele amigo de infância, que te acompanha faz tempo, desde os tempos do primário. Ou convive com bruxas, idealizadas ou flagradas na beira do caldeirão criando algum feitiço pra esconder o que há de bonito. É a fantasia que copia a realidade ou a realidade que copia a fantasia? Clichê. Mas parando instantes pra pensar, se nota que não é tão fácil perceber.
Quem nunca leu um livreto em que o texto nada mais é que um rodapé pra figura, quase sempre celestial de um castelo arborizado, todo cercado de grama, com flores pra todo o lado, em que o colorido daqueles instantes antes do sol se ocultar pinta o planeta azul, com um laranja hipnotizante, que inebria e mareja os olhos daqueles que acreditam ser os remanescentes do Éden, os degredados filhos de Eva, e apesar das selvas de pedra e do Vale de Lágrimas, ainda deixa muito verde pra inflar os pulmões e fazer lembrar de tudo como era. Mas alto lá, me confundi na descrição, falava da história de criança, e acabei dizendo o que via pela janela. Que confusão!...
Se com as cores do dia gritando à cara me fez confundir a figura com o que eu figurava em palavras ao ver o pôr do sol, imagine que tremenda confusão não se faria na penumbra de um anoitecer, clareado somente pelas estrelas do céu esbranquiçado de pequenos pontos de tinta sobre o preto sombrio. Iria causar tamanha confusão entre o que é e o que eu queria que fosse... Pois quando a história segue no pântano, no desencanto, na desventura, mude logo de página, pinte de uma vez outra figura, se desvie dos trancos e dos barrancos...
A fantasia nada mais é que a distorção da verdade, tentar disfarçar a saudade vivendo acordado, sentir algo que já estava apagado se acender, os bons fluidos sejam usados pra um possível desentristecer. A lucidez tem de conseguir no fazer conseguir misturar a razão com o coração, pra gente entender que não existem acidentes, a vida é o livro, e o livro é a lição; saber de tudo que não se aprende na escola, mesmo sem saber qual, saber que a vida tem sentido, pensando na vida como o que há de mais divino...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sobre o bairro, as proporções e o país que não existe

Porque se de um simples amarrar de cabelos se pode escrever uma Odisséia, imagine que obra não se faria do camoniano cantar que aquela menina traz no conversar... E aquelas homéricas curvas, oh céus. Porque causaria um dantesco dano nos que percebessem as ondas sonoras que saem daquele sapatear descompromissado, que completa a obra. E o penteado daqueles cabelos é a soma que nos leva todos à lona.
O locutor desavisado locutor que ora foi flagrado rindo, devaneando com a sutileza primaveril daquele gargalhar só faz por explicar o porque transcorre sobre o tema, para os que ainda não se aperceberam, se aperceberem ... Por isso.
Porque o nosso bairro é o mais requisitado, todo canto da cidade vem andar por estes lados, querendo saber do passo da mocinha, por onde que ela vai, que horas que ela chega, até as ruas que eram ruas, agora são largas alamedas; por força maior de um tratado... Porque assim quando ela aparece, causa uma furiosa inveja nos ramalhetes, desata a euforia em toda a praça, fazendo querer assoviar o mais franciscano dos ambulantes...
Porque percebi que quando ela anda, carrega consigo o ritmo das rodas de samba, ela mesma se reivindica um posto de bamba. Bamba, aqui significa outra coisa, é o jeito que fica o nosso queixo vendo ela se cirandar daquele jeito. Criado na roda de mate quente, sabe logo que menina cheia de graça assim não tem por aqui, pode procurar no mais norte em Saran Grande na Cachoeira, que é a fronteira no norte deste país, ou então ver se tem mocinha assim lá pra perto do farol Chuí.
Por isso que tentar relatar em porquês as graças que nos da, de se acompanhar da estonteante figura, da helênica aventura que se pode transcorrer com o (com o perdão do neologismo), agraciante zunido de tal conversar, e mal sabe ela que a Ilíada seria livro de bolso, se todas as idéias que ocorrem fossem escritas ao se ver o saltitar daqueles calcanhares. Tomaria proporções bíblicas. Porque pode ser que todas essas palavras formem algo que não exista. Mas gostamos mais de pensar que sim.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sobre as delícias, o bar e como vivem os deuses

Em uma das discuções absurdas de roda de bar, configurávamos como viviam os deuses, deuses do Olimpo, do Éden, dos Elísios, seja onde estiverem, e quais forem. Discutindo em alto e bom tom o que faziam as divindades em suas atividades honestas e gregárias, do que viveriam os nobres senhores, que decidem o futuro do planeta, e fazem das façanhas do homem obra deles da maneira que bem entendem!
Sim, não caberia a nós um amontoado de mortais, que não controlam nem as próprias atividades terrenas, saber do que fazem os deuses em suas tarefas celestiais. Foi toda uma análise feita alheia a realidade dos fatos históricos e crenças em geral, favor não considerar ofensivo...
Sempre foram fortes e valentes, imagem e semelhança, adoram a vida de prazeres... Sentados ali feito se estivessem na sombra de um litoral, ouvindo músicas em um recital, cantando poesias em algum sarau, sobre o que é ou o que foi ou o que será da humanidade, esse povo heróico, que arde debaixo do sol, descuidado com o jardim que lhes foi dado, nem sempre nobres nem sempre educados, agracia os deuses a tal ponto que às vezes Lhes faz devanear e querer viver como eles.
Que beleza deve ser ficar sentado bem debaixo de um céu extremamente estrelado, com os amigos deuses do lado, falando dos prazeres mundanos, com o jardim cheio de nereidas graciosas passeando e perfumando o relvado, que havia sido regado com muita água (de cheiro) Delícias... E encantando os já encantados jardins do éden, ou os campos Elíseos, ou o Olimpo, ou onde quer que seja que elas passem as nereidas fazem com que percam a linha da conversa até aqueles com poderes sobre humanos, pense no que podem fazer com os mortais.
Quisera no mundo terreno, o homem mortal, poder viver um só dia como vivem os deuses, um só dia sentado na sombra, discutindo o tempo, ou o que vai ser da humanidade, ou o que foi da humanidade, ou ouvir uma música da harpa de Apolo, desfrutando das nereidas que hora são meninas ora são nereidas. Ah! Que lindo.
Se os homens soubessem como vivem os deuses, faria com que todos os deuses quisessem viver como homens.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sobre o alvoroço, a banda e o dobrar das esquinas!

A chuva ainda não tinha ido embora, o sol se aparecia ainda tímido, e as pessoas também timidamente se colocavam pra fora de casa, até então nada incomum, tudo como de costume, obedecendo o figurino. O cheiro de terra molhada do pós chuva perfumava a vizinhança, levando à cena a um bucolismo inebriante, o som dos passáros, o ladrar dos cães,o espreguiçar dos gatos e todo o clichê imposto pela situação...
O que não sabia esse reles mortal, é o motivo de tanto alvoroço, todos se esbofeteavam por um lugar ao Sol, ou à chuva, que ainda não havia cesado. Feito se estivessem em uma arquibancada, ou em um teatro (lotado)coisas do gênero. Eu em uma franciscana inocência não poderia entender, o pelo que estavam todos feito cantou Chico, como se vissem a banda passar cantando as coisas de amor... As esquinas do bairro que outrora se desdobravam anteriormente pra dar formas as ruas, hoje se desdobram porque vai parar de chover, e adivinhem só quem vai aparecer... adivinhem só
As ruas dispensariam os dias de primavera, se por força contratual ela aparecesse por aqui, o bairro nunca esteve tão bonito, pronto pro espetáculo, esperando o exagero colossal daquela beleza que faz doer as retinas de qualquer mortal(ainda que não doa). Não houve um ser vivo que não parasse pra ver o andar dela passarela à baixo, digo rua, rua à baixo, a marcha alegre que se espalhava na vizinhança insistiu, que até o dia que estava rabugento sorriu, pra ver ela passar, que como a banda ia cheia de graça a caminho do...
E a menina passou, agraciou, o mundo parou. E voltou a funcionar, e a burburinhar sobre aqueles poucos minutos que duraram dias no imaginário do menino encantado, que só fazia por se rir, e achar graça de toda aquela graça que tem a mocinha graciosa. Ah! ela faz todas as misses do mundo parecerem criaturas anêmicas irremediáveis... repetia o rapaz baixinho como se quisera que só ele mesmo ouvisse o comentário.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Siamo Noi!


O cotejo era contra o Siena, já rebaixado time da toscana, presa fácil para o então tetra campeão italiano, acompanhava o jogo no “Bar Calcio” junto com a torcida Curva Nord, tradicional torcida nerazurri, até então, eu não tinha time pra torcer naquela cidade, me encantava com os dois times milaneses.
Era um time só jogando, o outro estava ali como sparring, mas um sparring de bolsos cheios, A Roma lhes encheria a conta bancaria em caso de um cinza e salubre empate, que lhes daria o titulo nacional, a Inter agredia, agredia e ansiava, e o tento custava a aparecer, quanto mais se demorava pra tirar aquele incômodo zero do placar, mais a vitória, o titulo, o penta parecia distante. Os Nerazurri atropelavam o time de Siena, que devem ter dado um ou dois chutes perigosos durante todo o combate.
Quando os jovens, já sentiam a pressão do pequeno estádio Artemio Franchi, o capitão Javi Zanetti, recebeu um passe espirrado no meio campo, avançou, avançou como se fora um capitão em um campo de batalha, que deveras era, e com a paciência que faltava aos jovens e inexperientes, deu a ordem ao príncipe Milito para sentenciar a jogada, a partida, o campeonato. Milito recebe na entrada da pequena área cercado por três ou quatro toscanos, e finaliza, Curci, que outrora fizera milagres e contara com a sorte; dessa vez caiu. Gol.
A alguns kilometros dali, em Milão, nós, os nerazurri já embriagados com o gosto doce e suave do titulo, pulávamos, gritávamos, éramos campeões nacionais. Aquela “Vialle” mais parecia uma apoteose, eram cantos, sinalizadores, gritos, choro, tinha de tudo, tudo extravasado com o gol de Milito, que acalmava os ânimos que estavam em frangalhos com as noticias de que a Roma vencia em Verona.
Depois do tento, foi só esperar o colegiado terminar o jogo, e cantar pular, festejar, eu tinha escolhido meu time naquela cidade, e confesso, foi antes de ter ganho a Europa, depois de ter exorcizado o velho continente do domínio maligno, Internazionale de Milano campeã italiana, campeã européia, conquistava também o meu coração.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Em picadeiro inimigo


Antes de aquela partida começar, confessamos todos nós de branco que, acreditávamos em uma possível vitória, apesar do encontro ser em terras inimigas, havia um presságio de igualdade pra aquele cotejo. Mas a fase do inimigo é tão iluminada, que já começaram ganhando de 1x0, parece ironia, mas depois de dado o apito, antes mesmo de passar o entusiasmo angustiante do começo de um clássico, eles já venciam por 1x0. Xavi.
Depois da fúria inicial da partida, quando nos passou o estado de petrificação inicial, que nos acometera a um gol rival, já estávamos perdendo por 2x0, o jogo mais parecia uma roda de bobo, um show circense, onde nós éramos as cobaias, chegava a ser engraçado não fosse a humilhação que o domínio do time norte nos fazia passar, ao atento olhar do respeitável público, ao foco das câmeras, aos gritos de olé, ainda com um no máximo 2 quartos de jogo.
Os nossos nervos já estavam em frangalhos, a nossa integridade também, esquecemos da nossa elegância Real, e partimos para empurrões, safanões e pontapés... até que teríamos um pênalti, claro, gritante, e o larápio não assinalou, é o de menos. Na volta pro segundo tempo, com a doce ilusão que poderíamos tentar algum tipo de reação, já sofríamos o terceiro gol. Era um recital de futebol, uma lavada, um tapa de luvas na cara...
Nós seguíamos fazendo o que estávamos fazendo de melhor no relvado, distribuindo amostras gratuitas de pontapés, Sergio Ramos, Xabi Alonso, Khedira, Carvalho, quase o 11 inicial, ia reagindo a safanões o safanão emocional que estava tomando, a essa altura já deve estar uns 4x0 nesta cronológica narração deste lamentável encontro, Sergio Ramos já deve ter sido expulso por acertar o melhor chute que acertara na partida até então, só que este desferido nos tornozelos de Messi. E ter causado um desconforto gigante do tamanho da vergonha que estava passando, com os seus companheiros espanhóis da seleção.
O jogo terminou 5x0 para o rival do norte daquele país, e algumas semanas depois deste jogo, eles meteram mais 5 em outros adversários, e nós, vamos ganhando a migalhas na liga, esperando para que acordem os deuses, e nos ajudem nesta vingança terrena, e o nobre Morfeu que nos guarde para que pesadelos como esse não voltem mais a acontecer.