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domingo, 23 de janeiro de 2011

Sobre a Fantasia...

Qual a diferença entre uma terça-feira inerte de agosto e um dia dentro de um conto fantasista? Daqueles com bruxa, floresta encantada e castelo. Não se pode muito negar que a diferença é a interpretação. Exemplo. Quem não tem um fiel escudeiro como Sancho? Seja ele imaginário ou aquele amigo de infância, que te acompanha faz tempo, desde os tempos do primário. Ou convive com bruxas, idealizadas ou flagradas na beira do caldeirão criando algum feitiço pra esconder o que há de bonito. É a fantasia que copia a realidade ou a realidade que copia a fantasia? Clichê. Mas parando instantes pra pensar, se nota que não é tão fácil perceber.
Quem nunca leu um livreto em que o texto nada mais é que um rodapé pra figura, quase sempre celestial de um castelo arborizado, todo cercado de grama, com flores pra todo o lado, em que o colorido daqueles instantes antes do sol se ocultar pinta o planeta azul, com um laranja hipnotizante, que inebria e mareja os olhos daqueles que acreditam ser os remanescentes do Éden, os degredados filhos de Eva, e apesar das selvas de pedra e do Vale de Lágrimas, ainda deixa muito verde pra inflar os pulmões e fazer lembrar de tudo como era. Mas alto lá, me confundi na descrição, falava da história de criança, e acabei dizendo o que via pela janela. Que confusão!...
Se com as cores do dia gritando à cara me fez confundir a figura com o que eu figurava em palavras ao ver o pôr do sol, imagine que tremenda confusão não se faria na penumbra de um anoitecer, clareado somente pelas estrelas do céu esbranquiçado de pequenos pontos de tinta sobre o preto sombrio. Iria causar tamanha confusão entre o que é e o que eu queria que fosse... Pois quando a história segue no pântano, no desencanto, na desventura, mude logo de página, pinte de uma vez outra figura, se desvie dos trancos e dos barrancos...
A fantasia nada mais é que a distorção da verdade, tentar disfarçar a saudade vivendo acordado, sentir algo que já estava apagado se acender, os bons fluidos sejam usados pra um possível desentristecer. A lucidez tem de conseguir no fazer conseguir misturar a razão com o coração, pra gente entender que não existem acidentes, a vida é o livro, e o livro é a lição; saber de tudo que não se aprende na escola, mesmo sem saber qual, saber que a vida tem sentido, pensando na vida como o que há de mais divino...

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