
Antes de aquela partida começar, confessamos todos nós de branco que, acreditávamos em uma possível vitória, apesar do encontro ser em terras inimigas, havia um presságio de igualdade pra aquele cotejo. Mas a fase do inimigo é tão iluminada, que já começaram ganhando de 1x0, parece ironia, mas depois de dado o apito, antes mesmo de passar o entusiasmo angustiante do começo de um clássico, eles já venciam por 1x0. Xavi.
Depois da fúria inicial da partida, quando nos passou o estado de petrificação inicial, que nos acometera a um gol rival, já estávamos perdendo por 2x0, o jogo mais parecia uma roda de bobo, um show circense, onde nós éramos as cobaias, chegava a ser engraçado não fosse a humilhação que o domínio do time norte nos fazia passar, ao atento olhar do respeitável público, ao foco das câmeras, aos gritos de olé, ainda com um no máximo 2 quartos de jogo.
Os nossos nervos já estavam em frangalhos, a nossa integridade também, esquecemos da nossa elegância Real, e partimos para empurrões, safanões e pontapés... até que teríamos um pênalti, claro, gritante, e o larápio não assinalou, é o de menos. Na volta pro segundo tempo, com a doce ilusão que poderíamos tentar algum tipo de reação, já sofríamos o terceiro gol. Era um recital de futebol, uma lavada, um tapa de luvas na cara...
Nós seguíamos fazendo o que estávamos fazendo de melhor no relvado, distribuindo amostras gratuitas de pontapés, Sergio Ramos, Xabi Alonso, Khedira, Carvalho, quase o 11 inicial, ia reagindo a safanões o safanão emocional que estava tomando, a essa altura já deve estar uns 4x0 nesta cronológica narração deste lamentável encontro, Sergio Ramos já deve ter sido expulso por acertar o melhor chute que acertara na partida até então, só que este desferido nos tornozelos de Messi. E ter causado um desconforto gigante do tamanho da vergonha que estava passando, com os seus companheiros espanhóis da seleção.
O jogo terminou 5x0 para o rival do norte daquele país, e algumas semanas depois deste jogo, eles meteram mais 5 em outros adversários, e nós, vamos ganhando a migalhas na liga, esperando para que acordem os deuses, e nos ajudem nesta vingança terrena, e o nobre Morfeu que nos guarde para que pesadelos como esse não voltem mais a acontecer.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Em picadeiro inimigo
Postado por Luiz Antonio L. T. às 11:43
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