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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

D'ale assalta o Olímpico


Tinha Gre-Nal lá pro Sul do Sul, lá onde o frio não vem de manso, vem com vontade, com chuva e com neblina, e era em um daquelas anoiteceres, que iria se disputar mais um cotejo de rivalidade irremediável que se tem por aquelas bandas, por aqueles pampas, os colorados se travestem de peles-vermelhas, sim pela cor da camisa, pela tradição guerreira que enfrenta a força revolucionária castellana que vem do outro lado do campo, os tricolores trazem consigo o espírito dos revolucionários.
Tudo se traduz em vermelho e tricolor naqueles 90 e poucos minutos que se joga o que se discutia a semana toda e vai ser discutido talvez até o próximo ano. O jogo começa com um Grêmio oprimindo e apertando contra as cordas um Internacional débil e assustado no relvado do Olímpico, o Tricolor agredia com golpes incisivos, trazendo consigo a iminência gritante de Gol. Até que por fim, Jonas desata a loucura naquele lugar, contemplado com um passe de Douglas, ele se coloca face a face com Pato, que acuado, só fez por se levantar e buscar a bola no fundo da sua goleira. O Grêmio agora dominava com um gol a mais, o Colorado ferido só comemora o final do primeiro tempo. E um tempo para respirar.
Não se sabe o que incorporaram os vermelhos, mas voltaram pro segundo tempo com as caras pintadas, fechadas, concentradas e compenetradas... Iriam deixar o que lhes restasse em campo. Para isso, Giuliano entra no time carregado com a eseperança de quem sempre angaria tentos mais que impressionantes, tentos importantes para o colegiado do Gigante da Beira-Rio...
D'Alessandro, é o nome que vamos memorizar pro restante deste relatório que não tem maiores compromissos com a realidade. D'Ale, mandou na segunda parte do confronto, parecia reger o jogo, o árbitro, as torcidas, Com a precisão de um maestro com sua batuta, da um passe milimétrico de precisão assustadora, o argentino pois Giuliano, aquele mesmo que só faz gol importante, em posição ideal para resgatar o então caça, agora caçador colorado. Um a Um. Foi então que com a segurança da igualdade, o Internacional se lançou para o ataque, e aconteceu o improvável:
Em uma épica jogada do 10 de vermelho, se desempatou a partida, ao receber a bola de uma cobrança de lateral do Capitão Colorado; Bolívar. D'Ale recebeu um golpe desferido por Souza antes que a bola chegasse a seus pés, fugindo da agressão do adversário, rolou solitária pra próximo da meia-lua tricolor, El Cabezón dentro de um reflexo quase felino, salta, escapa do segundo convarde golpe que receberia pelas costas e se opta para chutar a esférica que a pouco rolava solitária e estava esperando pra ir à algum lugar,o relógio marcava 41 minutos da segunda metade.
O chute de D'Ale foi se esgueirando em meio a uma floresta de canelas dentro da grande área, o que impossibilitou Vítor de ver que rumo o balão tomaria. Ingênuo goleiro tricolor, todos já sabiam que ele nada poderia fazer quando estivesse com a bola à vista, que passou como uma flecha rompendo mais que o gol, rompendo a carne tricolor, rompendo as gargantas coloradas. O Inter se planta no Olímpico, assalta o lugar, e volta pro Gigante não só com a vitória, que deveria ser escrita com v maiúsculo, mas com o orgulho intacto, inflado. É festa na tribo colorada: El Cholo, Pato, El Cabezón e toda a indiada só fazem por celebrar, o Gre-Nal é deles, e prova que não ta morto quem peleia...

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