Não saber o que dizer, é pior do que não ter o que dizer, quando o fluxo de palavras é contido por algum acidente natural da vida, impossível compreender como um homem das palavras fica sem palavras. O que desmantela a estrutura da narrativa? De onde vem a imagem que emudece, e autoritariemente proíbe as palavras de se revelarem? A inibição velada dessas que queria escancarar. Não adianta, travaram-se as portas, cerraradas se põem as janelas, e a ordem que fica é para não sair nenhuma delas.
Ah! Essas palavras que ja tanto foram colocadas no mundo para descrever as mais inumeras coisas, descreveram atrocidades, vitórias, lutas, tornaram música, tornaram biblía, hora faladas, desenhadas, documentadas, escritas por mãos talentosas, sujas, limpas, e de todas as maneiras que se possa imaginar!
Mas a idéia principal deste amontoado de palavras ordenadas em forma de texto é dizer que espero e imagino as palavras que descreveriam o que não acena como descritível, a união dos sentidos ainda é vaga, o emaranhado de dúvidas confunde as sensações, que variam de agradável á indescritível!
Os traços que enchergam meu olhos não podem ser descritos sem o fino toque do aroma que não chegam as minhas narinas! E meus dedos nunca tatearam...
Hão de surgir, de subir à tona, vão se abrir as cortinas e as valoradas aspas se abrirão, depois se fecharão, infinitas vezes, e poderei sem receios, sem recreios, descrever o que hoje os caprichos do Destino ainda não permitem!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Sem Sentidos!
Postado por Luiz Antonio L. T. às 06:27
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